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Edição 1 780 - 4 de dezembro de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]


GOVERNO LULA

Não vai
Aviso aos navegantes: João Sayad está descartado para a presidência do Banco Central.

Sardenberg é o azarão
O favorito para o Itamaraty é o embaixador Celso Amorim, como se sabe. Correndo por fora, um nome surpreendente: Ronaldo Sardenberg, ministro de FHC. O certo mesmo é que o posto ficará com um diplomata de carreira.

Bem longe do Planalto
Antes de seu atrito com o PT na sexta-feira passada, Itamar Franco dera a entender a Lula que gostaria de encarar um ministério. De preferência, Minas e Energia ou Comunicações. Só que Lula acha realmente fundamental ter o mercurial Itamar como embaixador em Roma...

Eles não usam black-tie
Caiu a tradicional exigência de smoking para a recepção no Itamaraty na noite da posse. Foi o próprio Lula quem mandou sacar o traje do convite.

 

Delfim chancela o médico Palocci

 
Fotos Régis Filho e Antonio Milena
Delfim e Palocci: o ex e o futuro czar

Delfim Netto, o ex-czar da economia brasileira, resolveu escancarar em público seu apoio a Antônio Palocci. Num inflamado artigo que será publicado nesta terça-feira no jornal Valor, Delfim põe Palocci no céu. "O doutor Palocci tem sido impecável", afirma. No texto, Delfim investe contra aqueles que desdenham a capacidade de um médico sanitarista comandar os rumos da economia. Puro preconceito, segundo ele. "Talvez seja mais saudável um médico administrador, com poucas e certas idéias para restabelecer a credibilidade interna e externa na economia, do que um brilhante economista com muitas e contraditórias sugestões que costumam levar à imobilização ou à aventura." Na defesa de Palocci, Delfim recorre até a Karl Marx. Em O Capital, lembra Delfim, Marx destacou alguns médicos que estudaram economia política "com grande sucesso".

 

GOVERNO FHC

Nizan, a despedida
Nizan Guanaes foi escalado para criar a campanha publicitária de fim do governo FHC.

Duda, a despedida
Duda Mendonça deixou o governo FHC. Como assim? Simples: sua agência era dona de parte da conta do Banco Central, mas uma nova concorrência acaba de tirar Duda do BC.

Brasil caridoso
Está sobrando medicamento. Não acredita? O governo FHC está doando 370.000 doses de insulina para a Argentina, no valor de 1,5 milhão de reais – aliás, só neste ano 7 milhões de reais em medicamentos já foram doados aos argentinos pelo Brasil. Mas tem mais: 1 tonelada de remédios contra a tuberculose está sendo embarcada para o Uruguai. E outros 500 quilos de medicamentos seguiram na semana passada para o Timor Leste.

 

GENTE

O estilo ACM em livro
Está em início de gestação um livro destinado a causar barulho. ACM está compulsando as cartas e fax desaforados que mandou e recebeu pela vida afora de personalidades com quem conviveu e se desentendeu. Tem pau para tudo quanto é lado. Entre os destinatários de ACM estão Fernando Henrique e os ex-presidentes João Figueiredo e Itamar Franco.

Suplicy sem-teto
Marta Suplicy se prepara para mudar – de mala, cuia e namorado argentino – para a bela casa no Jardim Europa hoje ocupada pelo ex-marido, Eduardo Suplicy. Cansada de pagar aluguel, Marta havia dado prazo até dezembro para que o senador vendesse o imóvel onde ambos residiram. Ela queria sua parte em dinheiro ou o direito de morar lá. Como não achou quem se dispusesse a pagar os 2,5 milhões de reais pedidos, o senador Suplicy agora se prepara para tirar o time de campo.

 

ELEIÇÃO

Doações exemplares
As prestações de contas de Lula e José Serra ao Tribunal Superior Eleitoral, entregues na semana passada, mostram que os laboratórios farmacêuticos abriram seus cofres para apenas um dos candidatos. Claro que não foi para o ex-ministro da Saúde, com quem viviam às turras. Contribuíram para Lula onze indústrias farmacêuticas, num total de 787.000 reais. Serra foi contemplado com apenas 100.000 reais, doados pela Schering.

 

Junto ao povo, mas de Rolls-Royce

 
Claudio Versiani
Rolls-Royce: grand finale

Quem vai brilhar na posse de Lula é o velho e bom Rolls-Royce presidencial. O conversível, que pertence ao governo brasileiro desde 1953 quando Getúlio Vargas era presidente, vai rodar como nunca em 1º de janeiro. Será o grand finale da festança popular preparada pelo PT. Depois de discursar no parlatório do Palácio do Planalto, Lula percorrerá um extenso trajeto saudando o povo. O roteiro ainda está sofrendo ajustes aqui e ali, mas quem teve acesso ao planejamento da cerimônia garante: será o passeio mais demorado da história das posses presidenciais.

 

 

ECONOMIA

Mais dor de cabeça
Atrás dos holofotes, a indústria farmacêutica está batalhando incessantemente com o governo por um novo aumento antes de Lula assumir. Quer 9% em dezembro.

A água da Coca
A Coca-Cola vai lançar em dezembro a Dasoni, sua segunda marca de água – um mercado que não pára de crescer. A idéia é fisgar o consumidor de poder aquisitivo mais baixo e por isso seu preço será menor que o da Bonaqua, também da Coca. A distribuição começa por Ribeirão Preto (deve ser porque é a terra de Palocci...) e em alguns meses se estenderá a todo o país.

 

TELEVISÃO

Benedito sai de Esperança
Walcyr Carrasco é o novo autor de Esperança. A Globo anuncia no início da semana que Benedito Ruy Barbosa deixa de escrever a novela. Ele passa apenas a supervisioná-la. Na semana passada, para alívio da emissora, que não sabia mais o que fazer com os atrasos do autor, Benedito entregou os pontos.


Colaborou Thaís Oyama

 

 
 




   
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