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Edição 1 780 - 4 de dezembro de 2002
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Cadê a tatoo que estava aqui?

J. R. Duran
Kelly Key: "Dizem que dói, mas vou resistir"


Pais, tranqüilizem-se: em respeito ao público infantil, a cantora Kelly Key vai aparecer vestidíssima, com toda aquela voluptuosidade contida por um biquíni, na capa da próxima edição da Playboy. "Foi uma exigência minha. Afinal, as crianças só vêem a capa", acredita. Kelly também estará sem a malfadada tatuagem na perna, com o rosto de seu ex, o cantor Latino. O casamento terminou num clima de alta inimizade. Para apagar de fato a lembrança gravada na pele, ela vai encarar um doloroso processo de despigmentação. "Dizem que dói, mas vou resistir, porque vale a pena."

 

 

Este ano não tem casamento na Disney

Bob Paulino
Ana Maria, recém-separada, no casamento do Faustão: consolo no ombro amigo da cantora Simone


Na onda de separações que assola o meio artístico, a última baixa foi a apresentadora Ana Maria Braga. Casada com Carlos Madrulha desde 1997, ela anunciou o fim da união em seu programa. "O legal é perguntar ao outro: 'Você se casaria comigo de novo?' A partir do momento em que você tem dúvidas sobre essa resposta, tem de parar e perguntar o que está errado", disse ela, que planejava renovar os votos com o ex-segurança e agora ex-marido este ano, na Disney. Na véspera do anúncio, com aquele ânimo inamistoso de mulher recém-separada, Ana buscou consolo no ombro da amiga Simone, na festa de casamento do colega Fausto Silva.

 

A síndrome exterminadora de curvas

O fenômeno é cada vez mais evidente entre beldades. Famosas pelo visual, elas se tornam obcecadas por manter a linha a qualquer preço, e lá se vão seios, bochechas e demais curvas. Em pouco tempo, viram pele e osso, em uma síndrome que já está sendo chamada de "atorexia" – a aparente anorexia de atores, atrizes e outras celebridades. As espantosamente magras do momento são a modelo Eva Herzigova, famosa depois de estrelar uma campanha de sutiãs – o que exige seios minimamente fartos –, e a novata Elizabeth Jagger, filha do roqueiro Mick Jagger. Em suas últimas aparições, ambas causaram um alvoroço entre o povo da moda, já bem acostumado a modelos esquálidas.

 

Eu traio, nós traímos

Dos jornais de economia, o executivo americano Jack Welch, renomado como o gênio da GE, migrou miseravelmente para as colunas de fofoca. A queda aconteceu quando veio a público o caso extraconjugal com uma editora da veneranda Harvard Business Review. Agora, "fontes" ligadas a Welch andam espalhando uma fofoca que a maioria dos homens preferiria manter em segredo: a mulher traída, Jane Beasley Welch, também tinha um amante. E que amante. Alto, loiro, motorista, guarda-costas e, ainda por cima, italiano. A revelação constrangedora tem um motivo sólido: Jane disputa na Justiça um naco da fortuna do executivo aposentado, calculada em 1 bilhão de dólares.

 

Paz, amor e maiô

Divulgação


Representante do Brasil no concurso de Miss Mundo, a catarinense Taiza Thomsen, 1,79 metro "e meio", 60 quilos e olhos azuis, chegou a temer por sua vida na Nigéria, onde mais de 200 pessoas morreram nos confrontos entre muçulmanos e cristãos, em protesto contra o evento. De Londres, para onde a festa foi transferida na semana passada, ela falou a VEJA:

Veja – Por que você quis ser miss?
Taiza – Sempre vi a miss como uma espécie de Lady Di, que ajuda as pessoas, e queria poder fazer o bem não só no meu Estado, mas no Brasil e no mundo inteiro. Somos embaixatrizes da paz.

Veja – Em lugar de paz, houve um banho de sangue na Nigéria. O concurso deveria ser cancelado?
Taiza – Não. Rezo toda noite e acho que, se estivesse errado continuar, alguma coisa me mostraria isso. Está havendo uma distorção. Estamos aqui pela harmonia das nações, nunca quisemos ofender ninguém.

Veja – O que você achou do artigo que foi estopim das manifestações na Nigéria?
Taiza – Acho que uma caneta pode tirar a vida de muitas pessoas.

Veja – Se você, como ex-estudante de jornalismo, tivesse escrito o tal artigo, o que faria agora?
Taiza – Se eu colocasse a vida de muitas pessoas em risco, aceitaria a condenação que me dessem. Se fosse condenada à morte, não contestaria, não fugiria.

Veja – Manter o concurso é uma forma de luta pela liberdade de expressão e contra o obscurantismo?
Taiza – Acho que sim, porque as pessoas estão revoltadas contra uma coisa boa. Só queremos arrecadar dinheiro para dar às crianças carentes.

Veja – Se você ganhar este, qual será seu discurso?
Taiza – Primeiro quero agradecer a Deus e à minha família. Depois, quero desejar paz ao mundo inteiro.



Editado por Bel Moherdaui. Colaborou Ariel Kostman

 

 

 
 
   
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