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Gisele foi extremamente infeliz. Usa sua radiante beleza para dizer quanto
é natural matar animais por simples vaidade. Belas pelagens a serviço
do espelho. Se Gisele fosse um animal, com certeza estaria enfeitando
o dorso de alguma cliente da Blackglama ("O furacão Gisele", 27
de novembro). Me
desculpem as ativistas da Peta, mas protestar contra a poderosa Gisele
é ridículo. É puro despeito. Afinal, até os
bichinhos estão orgulhosos de fotografar ao lado da deusa. Eu mesmo
não faria a mínima questão. É
inegável que Gisele Bündchen é dona de um corpo perfeito
e está reinando entre as modelos mais famosas do mundo. Agora,
também é inegável que ela é egoísta
e não pensa muito nas causas sociais. A
desculpa da manequim de que foi profissional ao desfilar para a indústria
da moda cuja matéria-prima é a pele de indefesos animais
é lamentável, um exemplo a não ser seguido. É
óbvio que Gisele precisa faturar, e muito, pois a carreira de modelo
é efêmera. Pena ela não ter entendido o questionamento
da subeditora Anna Paula Buchalla. Vacas e galinhas não estão
ameaçadas de extinção. Esses
"ecochatos" deveriam se preocupar com baleias ou poluição
e deixar em paz aviões como a Gisele. É
lamentável que um ser humano com grande exposição
na mídia não utilize seu poder para formar opiniões
a favor de uma causa nobre. Não deve ser tão difícil
assim, pois até os camarões com cérebros pouco avantajados
sabem o que fazer para zelar pelo nosso ecossistema.
Para conseguir governar, o PT precisará agraciar com a rampa de
sua arca (Planalto) não só as forças políticas
que o apoiaram nas eleições, mas também outras forças,
para que estas não virem "bichos" e caiam nos braços da
oposição. Ganhando o apoio necessário no Congresso
para governar, o PT provará que sabe negociar e jogar conforme
as regras da democracia ("O PT que aprendeu a dizer sim...", 27 de novembro). Os
dois PTs, o que diz sim e o que diz não, representam, na verdade,
o equilíbrio necessário para o pleno exercício democrático.
É preciso apenas não deixar que o radicalismo, de qualquer
lado, prejudique o equilíbrio.
Antônio Palocci é a maior prova de que existe vida inteligente
dentro do PT e de que seus inimigos estão, de fato, enganados quando
profetizam que Lula não terá, a partir de 1º de janeiro,
quadros de relevo para governar o Brasil. Depois de desembarcar na coordenação
da campanha lulista por puro acaso, com a trágica morte do prefeito
de Santo André, Celso Daniel, Palocci, também prefeito do
PT, foi aos poucos se firmando como um interlocutor capaz, rápido
no gatilho e de uma elegância e uma fidalguia nunca antes vistas
em um político de oposição. Com um discurso em prol
da responsabilidade fiscal e da aversão a pirotecnias para baixar
o dólar e os juros, Palocci marca pontos como homem do diálogo
e da negociação construtiva, num partido até então
conhecido pela intolerância ("...e o PT que aprendeu a dizer não",
27 de novembro). Espero
e quero que o governo Lula, com a colaboração de pessoas
do naipe de Palocci, moderado e hábil negociador político,
tenha o sucesso tão desejado pelo tão sofrido povo brasileiro.
O que acho muito pouco provável. O futuro próximo dirá.
A corrupção sistemática, que faz parte da cultura
popular, somada à impunidade dos poderosos, à lentidão
da Justiça, às leis oportunistas e ao fato de que 40% de
toda a riqueza produzida no país acaba nas mãos do governo
via impostos, é a radiografia do desastre brasileiro. Crianças
de rua, fome, ignorância e violência têm causas bem
determinadas. O Brasil elegeu Lula, deveria ter elegido Deus. ("Corrupção
produz pobreza", 27 de novembro). Nada
falta para a pátria amada iniciar uma cruzada contra os corruptos
e os corruptores, pois a nação tem uma estrutura já
montada e regiamente paga pelos cofres públicos (Tribunais de Contas,
Ministérios Públicos, Receita Federal, Polícia Federal
e vários outros órgãos especializados na matéria).
Eles não faltarão ao cumprimento do dever quando conclamados
pela população, pela mídia escrita e falada e pelos
políticos que se comprometeram em erradicar as maracutaias que
tanto penalizam o povo brasileiro.
A reportagem "Feito por Niemeyer" (27 de novembro) traz aos leitores uma
pequena descrição da grandiosidade da obra do genial Niemeyer.
Estão de parabéns os curitibanos pelo privilégio
de poder ostentar em sua bela cidade uma obra do nosso artista. Niemeyer,
marca mundial de arquitetura, deveria ser imortalizado com pelo menos
um museu, palácio, teatro, ou mesmo um painel, em cada capital
do nosso país. Só
tenho a lamentar pela declaração feita por Luiz Hayakawa,
presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba. Os moradores
não estão nem um pouco orgulhosos desse novo museu. Gastar
50 milhões de reais para satisfazer o ego de um governador, enquanto
nosso Estado e a cidade de Curitiba carecem de tantas outras coisas? Nada
contra a cultura. Sou a favor de revitalizar tantos outros pontos da cidade,
com muito menos dinheiro, levando e divulgando realmente a cultura a todos.
Meu nome é Mauro Cosme Gomes de Andrade, médico, cirurgião
cardiovascular, chefe de uma das equipes de cirurgia cardíaca de
Campo Grande. Teve grande repercussão a reportagem sobre as válvulas
cardíacas metálicas fabricadas em Minas Gerais, não
somente em Campo Grande como em todo o Brasil. Alguns pacientes e familiares
de portadores de próteses valvares cardíacas entraram em
pânico. Cabe esclarecer que nem todas as equipes de cirurgia cardíaca
de Campo Grande utilizaram a referida válvula; a nossa equipe especificamente
nunca as utilizou, já que a escolha da marca da prótese
cabe ao chefe de equipe. A prótese que temos implantado tem mais
de vinte anos de boa experiência, comprovada em milhares de trabalhos
científicos, e as complicações que podem acontecer
não estão ligadas a mau funcionamento dela ("A válvula
cardíaca suspeita", 27 de novembro).
Para cada corrompido existe um corruptor, igualmente fora-da-lei. No Brasil
é muito difícil dizer quem começou primeiro, mas
as iniciativas partem dos dois lados. Lembro-me de que nos casos clássicos
dos policiais, apontados como os mais corruptos, quem geralmente propõe
a propina é quem cometeu alguma infração e tem alguma
penalidade a pagar ("Corrupção produz pobreza", 27 de novembro).
Não pude conter as lágrimas ao ler a reportagem "Tortura
chinesa" (20 de novembro), sobre as condições em que são
mantidos os ursos-malaios na China. É repugnante e execrável
a maneira como os chineses tratam a natureza e os seres que nela tentam
manter-se vivos.
Vivemos na época da tolerância e da permissividade. Tiraram
o controle educativo das famílias e das escolas, e o que se vê
é a manifestação da fera que nós mesmos, como
sociedade, ajudamos a criar ("Pareciam tão normais", 20 de novembro).
O caso do menino Pedrinho coloca em xeque o instituto da prescrição
em nosso direito. Se a mãe adotiva efetivamente for a culpada e
nada lhe acontecer em virtude de o crime "estar prescrito", esse será
um caso de tributo à injustiça, uma rasteira na consciência
das pessoas de bem ("Foi ela", 20 de novembro).
Com o intuito de restabelecer a verdade, sirvo-me da presente para esclarecer
que jamais efetuei transação alguma envolvendo imóveis
ou parcelamento irregular de terras na capital da República. As
denúncias suscitadas encontram-se sob crivo do Poder Judiciário,
instância séria e própria que analisará o assunto
com a isenção que o caso requer. Repilo qualquer tentativa
de colocar em dúvida meu relacionamento com ministros do Superior
Tribunal de Justiça, desembargadores e juízes monocráticos,
com os quais mantenho relação estritamente institucional.
No que diz respeito ao ministro Vicente Cernicchiaro, sou testemunha de
que exerce ele a advocacia, tendo-me como um de seus vários clientes,
com o mesmo rigor, seriedade e profissionalismo que sempre pautou sua
conduta, afigurando-se injuriosas e caluniosas as insinuações
de tráfico de influência a ele atribuídas ("Ligações
perigosas", 13 de novembro).
O presidente da CUT, João Antonio Felício, parece que aprendeu
rápido a ser governo. Ao me criticar, ele repete FHC no argumento:
esqueçam o que eu escrevi. Felício quer apagar da memória
de todos que também não conseguiu eleger o irmão
Roberto Felício, candidato pelo PT, para a Assembléia Legislativa
de São Paulo ("A bancada da CUT", Holofote, 20 de novembro).
Ao citar minha declaração, VEJA teceu o inoportuno e malicioso
comentário: "poupou dinheiro público para ele, é
bom que se diga". Sou servidor público federal, assim como auditores
fiscais, juízes federais, procuradores da República e ministros
de Estado ("A morada do poder", 20 de novembro). De acordo com o comentário,
não me seria permitido poupar parte da renda para utilização
futura. O fato de essa renda derivar do auxílio-moradia, direito
previsto em lei, não impede os funcionários citados de adquirir
bens para integrar seu patrimônio.
O senhor Garotinho deveria aproveitar a oportunidade e desinfetar também
sua mente de tanto preconceito e racismo odiosos (Veja essa, 27 de novembro).
Após a abertura política, seguida da anistia geral e irrestrita,
houve uma enxurrada de livros denunciando as torpezas da ditadura militar
de 1964. Salvo as raras exceções, a maioria foi por puro
oportunismo. A série de cinco livros de Elio Gaspari terá
lugar de destaque entre todas as obras escritas sobre o assunto porque
tem compromisso com a fidelidade da história do Brasil. Parabéns
("Nas entranhas da ditadura", 27 de novembro).
Muito interessante o assunto "Consórcio de imóveis" (27
de novembro), abordado na seção Guia. Acreditamos que o
sistema de consórcios seja uma ferramenta moderna e vantajosa para
os leitores que pretendem planejar a aquisição de um imóvel
através de uma poupança programada e sem juros. Gostaríamos
de lembrar que, na prestação inicial de um plano de 50.000
reais em 120 meses na Rodobens, o valor de 1.126 reais expresso na tabela
inclui a taxa de adesão, de 500 reais.
As palavras ponderadas do articulista abrem espaço para a reflexão
("Em defesa de duas instituições", Ensaio, 27 de novembro).
De fato, não temos tido sorte com ex-presidentes. O que seria de
um presidente de empresa que voltasse algum tempo depois para atender
a telefones e anotar recados? Perderia o respeito dos funcionários,
clientes e fornecedores. É hora de valorização da
liturgia do cargo. Mesmo quando ele chega ao fim. Espera-se que FHC, que
tão bem representou seu papel como presidente, devolva a dignidade
à função ao se tornar ex. Terá sido seu último
ato.
Começo lendo VEJA pelos artigos do brilhante Diogo Mainardi. É
Deus no céu e Diogo Mainardi na terra. Não se preocupe,
Mainardi, porque o diabo não quer você por lá, com
essa língua ferina fazendo confusão no inferno. É
brincadeira ("E já vai tarde", 27 de novembro).
Confesso que fiquei mais que indignado com o "fim" do quadro dos calouros
da Rede Record. Sem mais nem menos, a emissora do "bispo Macedo" simplesmente
descarta, depois de utilizar e "explorar", talentos que poderiam ter tido
chance em outras emissoras ("Só no chuveiro", 27 de novembro).
Sobre o ataque que sofri do jornalista Jorge Kajuru (Cartas, 27 de novembro),
peço que publiquem a carta que o mesmo Kajuru me enviou em janeiro
de 2002: "Amigo, de fato, Milton Neves. Você continua sendo o mesmo
fenômeno que sempre reconheci publicamente. Mais gratificante e
orgulhoso é saber que você continua sendo o mesmo amigo,
leal e com a grandeza de sempre. Datena e outros me contaram tudo de bom
e carinhoso que você falou a meu respeito. E também quanto
ajudou a Record a me conhecer mais, como profissional. (...) Registro
meus eternos agradecimentos. Continuarei defendendo o amigo e homem Milton
Neves. Assinado: Jorge Kajuru (9/1/2002)". Como o ingrato Jorge Kajuru
é muito volúvel e não sabe bem o que pensa ou o que
significa a palavra "eterno", fica aí o registro. O próximo
passo será dado no Poder Judiciário, em que o senhor Jorge
Reis da Costa é um campeão... de audiências! Quanto
a Silvio Luiz, o caso dele também está no tribunal.
CORREÇÕES: Na reportagem "O
desafio dos 1 000 cargos" (20 de novembro), quem aparece na
foto com o presidente mexicano Vicente Fox é um funcionário
da plataforma KU-A, e não Raúl Leos, o presidente da Petroleos
Mexicanos, como foi publicado.
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