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Edição 1 780 - 4 de dezembro de 2002
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"Gisele é a Carmen Miranda deste século: linda, talentosa e criticada. Não deixemos para admirá-la apenas no futuro."
Joamar Machado Pereira
Gurupi, TO

 

Gisele Bündchen

Gisele foi extremamente infeliz. Usa sua radiante beleza para dizer quanto é natural matar animais por simples vaidade. Belas pelagens a serviço do espelho. Se Gisele fosse um animal, com certeza estaria enfeitando o dorso de alguma cliente da Blackglama ("O furacão Gisele", 27 de novembro).
Mariza Poltronieri
Maringá, PR

Me desculpem as ativistas da Peta, mas protestar contra a poderosa Gisele é ridículo. É puro despeito. Afinal, até os bichinhos estão orgulhosos de fotografar ao lado da deusa. Eu mesmo não faria a mínima questão.
Milton Cunha Neto
Curitiba, PR

É inegável que Gisele Bündchen é dona de um corpo perfeito e está reinando entre as modelos mais famosas do mundo. Agora, também é inegável que ela é egoísta e não pensa muito nas causas sociais.
André O. Floriach
São Paulo, SP

A desculpa da manequim de que foi profissional ao desfilar para a indústria da moda cuja matéria-prima é a pele de indefesos animais é lamentável, um exemplo a não ser seguido.
Wagner Melo Viveiros
Lins, SP

É óbvio que Gisele precisa faturar, e muito, pois a carreira de modelo é efêmera. Pena ela não ter entendido o questionamento da subeditora Anna Paula Buchalla. Vacas e galinhas não estão ameaçadas de extinção.
Francisco Borges de Souza
Imperatriz, MA

Esses "ecochatos" deveriam se preocupar com baleias ou poluição e deixar em paz aviões como a Gisele.
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

É lamentável que um ser humano com grande exposição na mídia não utilize seu poder para formar opiniões a favor de uma causa nobre. Não deve ser tão difícil assim, pois até os camarões com cérebros pouco avantajados sabem o que fazer para zelar pelo nosso ecossistema.
Anselma Regina Brentegani Santos
Santo André, SP

 

Lula

Para conseguir governar, o PT precisará agraciar com a rampa de sua arca (Planalto) não só as forças políticas que o apoiaram nas eleições, mas também outras forças, para que estas não virem "bichos" e caiam nos braços da oposição. Ganhando o apoio necessário no Congresso para governar, o PT provará que sabe negociar e jogar conforme as regras da democracia ("O PT que aprendeu a dizer sim...", 27 de novembro).
Luiz Gustavo Belizário
Vila Velha, ES

Os dois PTs, o que diz sim e o que diz não, representam, na verdade, o equilíbrio necessário para o pleno exercício democrático. É preciso apenas não deixar que o radicalismo, de qualquer lado, prejudique o equilíbrio.
Antônio Roberto Szabunia
Joinville, SC

 

Antônio Palocci

Antônio Palocci é a maior prova de que existe vida inteligente dentro do PT e de que seus inimigos estão, de fato, enganados quando profetizam que Lula não terá, a partir de 1º de janeiro, quadros de relevo para governar o Brasil. Depois de desembarcar na coordenação da campanha lulista por puro acaso, com a trágica morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, Palocci, também prefeito do PT, foi aos poucos se firmando como um interlocutor capaz, rápido no gatilho e de uma elegância e uma fidalguia nunca antes vistas em um político de oposição. Com um discurso em prol da responsabilidade fiscal e da aversão a pirotecnias para baixar o dólar e os juros, Palocci marca pontos como homem do diálogo e da negociação construtiva, num partido até então conhecido pela intolerância ("...e o PT que aprendeu a dizer não", 27 de novembro).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Espero e quero que o governo Lula, com a colaboração de pessoas do naipe de Palocci, moderado e hábil negociador político, tenha o sucesso tão desejado pelo tão sofrido povo brasileiro. O que acho muito pouco provável. O futuro próximo dirá.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

 

Corrupção

A corrupção sistemática, que faz parte da cultura popular, somada à impunidade dos poderosos, à lentidão da Justiça, às leis oportunistas e ao fato de que 40% de toda a riqueza produzida no país acaba nas mãos do governo via impostos, é a radiografia do desastre brasileiro. Crianças de rua, fome, ignorância e violência têm causas bem determinadas. O Brasil elegeu Lula, deveria ter elegido Deus. ("Corrupção produz pobreza", 27 de novembro).
Valter T. Ostermann
Blumenau, SC

Nada falta para a pátria amada iniciar uma cruzada contra os corruptos e os corruptores, pois a nação tem uma estrutura já montada e regiamente paga pelos cofres públicos (Tribunais de Contas, Ministérios Públicos, Receita Federal, Polícia Federal e vários outros órgãos especializados na matéria). Eles não faltarão ao cumprimento do dever quando conclamados pela população, pela mídia escrita e falada e pelos políticos que se comprometeram em erradicar as maracutaias que tanto penalizam o povo brasileiro.
Luiz Fernando Vieira de Mello
Curitiba, PR

 

Arquitetura

A reportagem "Feito por Niemeyer" (27 de novembro) traz aos leitores uma pequena descrição da grandiosidade da obra do genial Niemeyer. Estão de parabéns os curitibanos pelo privilégio de poder ostentar em sua bela cidade uma obra do nosso artista. Niemeyer, marca mundial de arquitetura, deveria ser imortalizado com pelo menos um museu, palácio, teatro, ou mesmo um painel, em cada capital do nosso país.
Francisco Jadir Farias Pereira
Natal, RN

Só tenho a lamentar pela declaração feita por Luiz Hayakawa, presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba. Os moradores não estão nem um pouco orgulhosos desse novo museu. Gastar 50 milhões de reais para satisfazer o ego de um governador, enquanto nosso Estado e a cidade de Curitiba carecem de tantas outras coisas? Nada contra a cultura. Sou a favor de revitalizar tantos outros pontos da cidade, com muito menos dinheiro, levando e divulgando realmente a cultura a todos.
Monalisa Stefani
Curitiba, PR

 

Válvula cardíaca

Meu nome é Mauro Cosme Gomes de Andrade, médico, cirurgião cardiovascular, chefe de uma das equipes de cirurgia cardíaca de Campo Grande. Teve grande repercussão a reportagem sobre as válvulas cardíacas metálicas fabricadas em Minas Gerais, não somente em Campo Grande como em todo o Brasil. Alguns pacientes e familiares de portadores de próteses valvares cardíacas entraram em pânico. Cabe esclarecer que nem todas as equipes de cirurgia cardíaca de Campo Grande utilizaram a referida válvula; a nossa equipe especificamente nunca as utilizou, já que a escolha da marca da prótese cabe ao chefe de equipe. A prótese que temos implantado tem mais de vinte anos de boa experiência, comprovada em milhares de trabalhos científicos, e as complicações que podem acontecer não estão ligadas a mau funcionamento dela ("A válvula cardíaca suspeita", 27 de novembro).
Mauro Cosme Gomes de Andrade
Campo Grande, MS

 

Corrupção 2

Para cada corrompido existe um corruptor, igualmente fora-da-lei. No Brasil é muito difícil dizer quem começou primeiro, mas as iniciativas partem dos dois lados. Lembro-me de que nos casos clássicos dos policiais, apontados como os mais corruptos, quem geralmente propõe a propina é quem cometeu alguma infração e tem alguma penalidade a pagar ("Corrupção produz pobreza", 27 de novembro).
Germano Travassos
Recife, PE

 

Ursos

Não pude conter as lágrimas ao ler a reportagem "Tortura chinesa" (20 de novembro), sobre as condições em que são mantidos os ursos-malaios na China. É repugnante e execrável a maneira como os chineses tratam a natureza e os seres que nela tentam manter-se vivos.
Erica Pecoraro Feio
Santos, SP

 

Caso Richthofen

Vivemos na época da tolerância e da permissividade. Tiraram o controle educativo das famílias e das escolas, e o que se vê é a manifestação da fera que nós mesmos, como sociedade, ajudamos a criar ("Pareciam tão normais", 20 de novembro).
Maria Alice Moreira Bampi
Tijucas, SC

 

Caso Pedrinho

O caso do menino Pedrinho coloca em xeque o instituto da prescrição em nosso direito. Se a mãe adotiva efetivamente for a culpada e nada lhe acontecer em virtude de o crime "estar prescrito", esse será um caso de tributo à injustiça, uma rasteira na consciência das pessoas de bem ("Foi ela", 20 de novembro).
Sandro Rafael Bandeira
Ponta Grossa, PR

 

Joaquim Roriz

Com o intuito de restabelecer a verdade, sirvo-me da presente para esclarecer que jamais efetuei transação alguma envolvendo imóveis ou parcelamento irregular de terras na capital da República. As denúncias suscitadas encontram-se sob crivo do Poder Judiciário, instância séria e própria que analisará o assunto com a isenção que o caso requer. Repilo qualquer tentativa de colocar em dúvida meu relacionamento com ministros do Superior Tribunal de Justiça, desembargadores e juízes monocráticos, com os quais mantenho relação estritamente institucional. No que diz respeito ao ministro Vicente Cernicchiaro, sou testemunha de que exerce ele a advocacia, tendo-me como um de seus vários clientes, com o mesmo rigor, seriedade e profissionalismo que sempre pautou sua conduta, afigurando-se injuriosas e caluniosas as insinuações de tráfico de influência a ele atribuídas ("Ligações perigosas", 13 de novembro).
Joaquim Domingos Roriz
Governador do Distrito Federal
Brasília, DF

 

Holofote

O presidente da CUT, João Antonio Felício, parece que aprendeu rápido a ser governo. Ao me criticar, ele repete FHC no argumento: esqueçam o que eu escrevi. Felício quer apagar da memória de todos que também não conseguiu eleger o irmão Roberto Felício, candidato pelo PT, para a Assembléia Legislativa de São Paulo ("A bancada da CUT", Holofote, 20 de novembro).
Paulo Pereira da Silva
Presidente da Força Sindical
São Paulo, SP

 

Auxílio-moradia

Ao citar minha declaração, VEJA teceu o inoportuno e malicioso comentário: "poupou dinheiro público para ele, é bom que se diga". Sou servidor público federal, assim como auditores fiscais, juízes federais, procuradores da República e ministros de Estado ("A morada do poder", 20 de novembro). De acordo com o comentário, não me seria permitido poupar parte da renda para utilização futura. O fato de essa renda derivar do auxílio-moradia, direito previsto em lei, não impede os funcionários citados de adquirir bens para integrar seu patrimônio.
Augusto Franco
Deputado federal
Brasília, DF

 

Veja essa

O senhor Garotinho deveria aproveitar a oportunidade e desinfetar também sua mente de tanto preconceito e racismo odiosos (Veja essa, 27 de novembro).
Achel B. Miranda
Salvador, BA

 

Elio Gaspari

Após a abertura política, seguida da anistia geral e irrestrita, houve uma enxurrada de livros denunciando as torpezas da ditadura militar de 1964. Salvo as raras exceções, a maioria foi por puro oportunismo. A série de cinco livros de Elio Gaspari terá lugar de destaque entre todas as obras escritas sobre o assunto porque tem compromisso com a fidelidade da história do Brasil. Parabéns ("Nas entranhas da ditadura", 27 de novembro).
Rufino Almeida
Belém, PA

 

Guia

Muito interessante o assunto "Consórcio de imóveis" (27 de novembro), abordado na seção Guia. Acreditamos que o sistema de consórcios seja uma ferramenta moderna e vantajosa para os leitores que pretendem planejar a aquisição de um imóvel através de uma poupança programada e sem juros. Gostaríamos de lembrar que, na prestação inicial de um plano de 50.000 reais em 120 meses na Rodobens, o valor de 1.126 reais expresso na tabela inclui a taxa de adesão, de 500 reais.
Pedro Santos
Diretor-geral do Consórcio Rodobens
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

As palavras ponderadas do articulista abrem espaço para a reflexão ("Em defesa de duas instituições", Ensaio, 27 de novembro). De fato, não temos tido sorte com ex-presidentes. O que seria de um presidente de empresa que voltasse algum tempo depois para atender a telefones e anotar recados? Perderia o respeito dos funcionários, clientes e fornecedores. É hora de valorização da liturgia do cargo. Mesmo quando ele chega ao fim. Espera-se que FHC, que tão bem representou seu papel como presidente, devolva a dignidade à função ao se tornar ex. Terá sido seu último ato.
Jeziel Carvalho
Jaboatão dos Guararapes, PE

 

Diogo Mainardi

Começo lendo VEJA pelos artigos do brilhante Diogo Mainardi. É Deus no céu e Diogo Mainardi na terra. Não se preocupe, Mainardi, porque o diabo não quer você por lá, com essa língua ferina fazendo confusão no inferno. É brincadeira ("E já vai tarde", 27 de novembro).
Antonio Jorge Santos Pereira
Manaus, AM

 

Raul Gil

Confesso que fiquei mais que indignado com o "fim" do quadro dos calouros da Rede Record. Sem mais nem menos, a emissora do "bispo Macedo" simplesmente descarta, depois de utilizar e "explorar", talentos que poderiam ter tido chance em outras emissoras ("Só no chuveiro", 27 de novembro).
Roberto Pereira
Dois Vizinhos, PR

 

Milton Neves e Kajuru

Sobre o ataque que sofri do jornalista Jorge Kajuru (Cartas, 27 de novembro), peço que publiquem a carta que o mesmo Kajuru me enviou em janeiro de 2002: "Amigo, de fato, Milton Neves. Você continua sendo o mesmo fenômeno que sempre reconheci publicamente. Mais gratificante e orgulhoso é saber que você continua sendo o mesmo amigo, leal e com a grandeza de sempre. Datena e outros me contaram tudo de bom e carinhoso que você falou a meu respeito. E também quanto ajudou a Record a me conhecer mais, como profissional. (...) Registro meus eternos agradecimentos. Continuarei defendendo o amigo e homem Milton Neves. Assinado: Jorge Kajuru (9/1/2002)". Como o ingrato Jorge Kajuru é muito volúvel e não sabe bem o que pensa ou o que significa a palavra "eterno", fica aí o registro. O próximo passo será dado no Poder Judiciário, em que o senhor Jorge Reis da Costa é um campeão... de audiências! Quanto a Silvio Luiz, o caso dele também está no tribunal.
Milton Neves
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: Na reportagem "O desafio dos 1 000 cargos" (20 de novembro), quem aparece na foto com o presidente mexicano Vicente Fox é um funcionário da plataforma KU-A, e não Raúl Leos, o presidente da Petroleos Mexicanos, como foi publicado. O crédito da foto do casal Hélio e Sandra, da reportagem "Os novos marinheiros" (13 de novembro), é de Geraldo Ormerod, e não de Fernando Vivas.

 

 

LULA NO PARÁ

Foi tirada em Belém do Pará, e não em São Paulo, a fotografia do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em campanha publicada na reportagem "FHC, oito anos depois" (20 de novembro). Ao lado de Lula, aparece no palanque, de camisa vermelha e óculos, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues.



SALVEM OS URSOS!

O método cruel de extração da bile dos ursos, assunto abordado na reportagem "Tortura chinesa" (20 de novembro), revoltou dezenas de leitores. "Gostaria de saber se não há algum órgão que acabe com essa carnificina feita com os ursos", questionou a leitora Rosa Maria, de São Paulo. Há gente lutando contra isso, sim. Elizabeth Mac Gregor, representante da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA-Brasil), escreveu: "Essa tortura institucionalizada sem nenhuma justificativa plausível, além de ignorância e embrutecimento, está sendo investigada pela WSPA há muitos anos e divulgada em todo o mundo." Os detalhes da campanha realizada pela entidade estão disponíveis no site www.wspa-international.org, em que os internautas podem até enviar um cartão de protesto on-line às autoridades chinesas.



AYUMI E MAYUMI

 
Reprodução
Ayumi: pop star Mayumi: "a outra"

Os leitores Bruno Fanchin e Vinicius Silvestre, de Ponta Grossa, Paraná, e o paulistano Cleber Sato escreveram a VEJA para informar que não é da cantora pop japonesa Ayumi a foto publicada na reportagem "Fanáticas por fashion" (27 de novembro). "Como descendente de japonês, profundo conhecedor da música e da cultura daquele país e fã ardoroso da cantora Ayumi Hamasaki, gostaria de registrar que a foto publicada na reportagem não é dela", escreveu Sato. Ele tem razão. A foto é de outra cantora pop japonesa, menos famosa, que usa nome artístico de Mayumi. "Quem quiser conhecer a verdadeira Ayumi pode entrar na seção de fotos do meu site sobre ela (http://www.ayumitk.kit.net/fotos)", escreveu Fanchin.



 
 
   
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