Confira em Estação VEJA
os trechos de livros, filmes e
cds recomendados nesta seção
 
VEJA Recomenda

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

CINEMA

A Viúva de Saint-Pierre (La Veuve de Saint-Pierre, França/Canadá, 2000. Estréia nesta sexta-feira em São Paulo e dia 13 no Rio) – O diretor francês Patrice Leconte tem dois temas que lhe são caros: o poder da paixão de levar à renúncia (como em O Marido da Cabeleireira) e o embate entre sinceridade e hipocrisia (caso de Caindo no Ridículo). Ambos os assuntos se entrelaçam aqui. A história se passa em 1850, numa gélida ilha no litoral do Canadá que pertence à França. Um marujo comete um crime e é condenado à morte na guilhotina (cujo apelido era "A Viúva"). A ilha, porém, não dispõe do equipamento, e o réu terá de continuar preso, sob os cuidados do capitão do regimento local (o excepcional Daniel Autenil), até que carrasco e guilhotina cheguem. E aí começa verdadeiramente o filme. A mulher do capitão (Juliette Binoche) acha que o prisioneiro deve ser tratado com dignidade e uma boa dose de liberdade. O marido a ama e quer atender a seus desejos, o que irá instaurar a discórdia entre os moradores. Leconte transforma esse enredo num drama austero e comovente. A surpresa é a excelente atuação do cineasta bósnio Emir Kusturica, de Arizona Dream, no papel do condenado. Como os mais consumados atores, Kusturica é capaz de transmitir várias emoções, às vezes antagônicas, num mesmo gesto ou olhar.

 

LIVROS

O Tesseracto, de Alex Garland (tradução de Paulo Reis; Rocco; 233 páginas; 28,50 reais) – Autor do best-seller A Praia (cuja adaptação cinematográfica com Leonardo DiCaprio resultou num grande fiasco), Alex Garland mostra nesse segundo romance que depurou ainda mais os talentos exibidos em sua estréia. Seu texto continua ágil, seus personagens, convincentes, sua narrativa, eletrizante. Garland está mais ousado, contudo, na composição do enredo. Se A Praia era linear, O Tesseracto – nome de uma figura geométrica – é uma complexa colagem de histórias. Ambientado nas Filipinas, o livro fala sobre três grupos de pessoas que terminam protagonizando um episódio sangrento. No capítulo final, uma mesma cena de ação é narrada da perspectiva de nada menos que treze personagens.

O Perdido, de Hans-Ulrich Treichel (tradução de José Marcos Macedo; Companhia das Letras; 113 páginas; 18 reais) – Esta novela trata de uma família alemã que tem um filho extraviado durante a II Guerra Mundial. Anos depois, já instalados em uma nova cidade e prósperos, os pais são atormentados pelo sentimento de culpa e tentam reencontrar o filho. Ao contrário do que sugere a sinopse, o livro não é um drama sentimental. O narrador é uma criança inteligente, mas neurastênica – o irmão mais novo do menino perdido. Lançando mão de frases curtas e repetitivas, Treichel reproduz a lógica infantil em seu texto, mesclando-a, no entanto, com um humor sarcástico. O resultado é uma pequena obra-prima da tragicomédia, que também pode ser lida como parábola sobre os traumas e dilemas da Alemanha na segunda metade do século XX.

 

TELEVISÃO

Divulgação
Os heróis da série C.S.I.: policiais atípicos


C.S.I. – Crime Scene Investigation
(Quartas, às 22h, na Sony, com reprises nas quintas, às 3h, e domingos, às 21h) – Apesar das imagens dignas de filme de terror, com autópsias de cadáveres e por aí afora, essa série sobre os bastidores de um laboratório de perícia criminal figura hoje entre as campeãs de audiência nos Estados Unidos. Merecidamente. Ambientada em Las Vegas, C.S.I. oferece muito mais que imagens chocantes e não exibe aquele corre-corre típico dos seriados policiais. Seu roteiro reserva espaço para humor e mistério, mas também explora com maestria o lado humano dos protagonistas, o médico-legista Gil Grissom (William Petersen) e sua colega Catherine Willows (Marg Helgenberger), uma ex-bailarina que virou tira. A dupla tem charme – e muito sangue-frio.

 

DISCOS

A Música Brasileira deste Século por Seus Autores e Intérpretes – Poucas coleções de MPB terão a mesma importância dessa. Ela reproduz, na íntegra, em CDs e livros, as gravações dos programas MPB Especial e Ensaio, realizados pelas TVs Tupi e Cultura. No estúdio de televisão, grandes nomes da música interpretavam gemas de seu repertório e contavam "causos" de suas carreiras. Tais relatos fazem a diferença. Nelson Cavaquinho, por exemplo, fala de como tocava para sobreviver, enquanto Paulinho da Viola dá uma aula de história do samba. Os dois primeiros volumes da coleção são do ano passado. Os dois últimos estão saindo agora. Trazem 25 artistas, de Nelson e Paulinho a Dick Farney e Aracy de Almeida. A coleção só pode ser adquirida no Sesc Pompéia, em São Paulo ( 011-3871-7729), ou pelo site www.sescsp.com.br.

 

OS MAIS VENDIDOS - CRÍTICA

Reza a tal sabedoria popular que não é preciso tomar uma sopa inteira para saber se ela está salgada. O mesmo vale para alguns livros: basta abri-los em qualquer página e já é possível sentir que a obra inteira é uma tragédia. Quem Mexeu no Meu Queijo?, livro há várias semanas na lista de mais vendidos de VEJA, encaixa-se nessa categoria (ou falta dela). Trata-se de uma daquelas obras de auto-ajuda que pretendem impulsionar a vida profissional do leitor e podem ser resumidas em uma única frase. No caso, seria a seguinte: "Fique atento às mudanças que ocorrem à sua volta e aja rápido para fazê-las reverter em benefício próprio". O autor, Spencer Johnson – obviamente um espertalhão americano de sucesso –, já vendeu 11 milhões de livros em 26 países e é apresentado como criador do "método de gerenciamento mais popular do mundo".


Cida Souza
Spencer Johnson: método de gerenciamento com cheiro de queijo mofado


Seus dotes de gerenciamento narrativo, pelo menos, são espantosos. Os personagens da história são dois ratos e dois duendes, todos do mesmo tamanho, que vivem num labirinto à procura de queijo. Usam tênis de corrida e roupa esportiva para ir atrás de comida, que a cada dia aparece num lugar diferente. E eles sonham, perceba a sutileza, com um chalé na rua Cheddar ou uma casa na colina Camembert. Caso o leitor não compreenda a mensagem ao final, não tem problema. Distribuídos pelo livro, dentro de medonhos desenhos de pedaços de queijo, estão os recados básicos: "Se você não mudar, morrerá", ou ainda "As velhas crenças não o levam ao novo queijo". Pensando bem, talvez Quem Mexeu... tenha inaugurado uma nova modalidade: a dos livros que nem é preciso abrir. Só de chegar perto, já se sente um insuportável cheiro de queijo mofado.


Flávio Moura

 

NOTÍCIAS DIÁRIAS
Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Maceió: Sodiler; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura

 

Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco