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Universal Pictures

De
Volta: série engenhosa
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De Volta para o Futuro A Trilogia (Universal) Como
seria ter 17 anos, voltar ao passado e encontrar os próprios pais
nessa idade? Com base nessa idéia, Steven Spielberg aqui
como produtor e o diretor Robert Zemeckis bolaram uma das séries
mais populares e engenhosas dos anos 80. No primeiro filme, de 1985, o
protagonista Marty McFly (Michael J. Fox) retrocede até 1955. No
segundo, lançado quatro anos depois, ele avança até
2015. E, no último, de 1990, vai com Doc Brown (Christopher Lloyd),
o inventor da máquina do tempo, para o Velho Oeste. Nessa caixa
com três discos, cada um dos episódios é acompanhado
de seu próprio documentário, erros de filmagem e cenas inéditas.
Em tempo: Zemeckis prefere o terceiro filme, por achar que ele é
o mais filosófico e menos materialista do conjunto.
O
Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, Estados Unidos,
1968. Paramount) Medo, mesmo, esse clássico de Roman Polanski
já não provoca. Mas ainda é magnífico na sua
estranheza. Rosemary (Mia Farrow, no auge de sua fragilidade) é
a recém-casada que se muda com o marido (John Cassavetes) para
um edifício nova-iorquino com longa tradição de hospedar
adeptos da magia negra. Para sua alegria, Rosemary descobre que está
grávida. E, para seu pavor, tem dores horríveis, perde peso
sem parar e se sente estranhamente vigiada por um casal de vizinhos idosos.
Conclui que o pai de seu filho é, na verdade, o demônio.
Pode ser que ela tenha razão. E pode ser também que tudo
não passe de projeção do medo feminino de gerar um
monstro. Polanski que dá uma bela entrevista no documentário
incluído no disco mantém a dúvida até
o final. Veja
trailer do filme.
LIVROS
As
Gangues de Nova York, de Herbert Asbury (tradução
de Beatriz Sidou; Globo; 382 páginas; 43 reais) O jornalista
Herbert Asbury (1891-1963) chamou esse livro de "história informal"
do submundo nova-iorquino. Seu objetivo não era teorizar sobre
a criminalidade, mas simplesmente narrar "os feitos mais espetaculares
do cidadão rebelde". Publicado originalmente em 1928, As Gangues
de Nova York traz uma infinidade de dados curiosos sobre a cidade
e os bandidos que a aterrorizaram entre o começo do século
XIX e o começo do século XX. O cineasta Martin Scorsese
inspirou-se na obra para criar seu novo filme, que terá Leonardo
DiCaprio no papel principal. O escritor argentino Jorge Luis Borges também
era fã dela. Mencionou-a num de seus contos, O Provedor de Iniqüidades
Monk Eastman, que serve de prefácio a essa edição
brasileira. Leia
trechos do livro.
André Nazareth/Strana
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Adriana Falcão: belo infantil |
Luna
Clara & Apolo Onze, de Adriana Falcão (Salamandra;
328 páginas; 28,50 reais) Escritora e roteirista do programa
A Grande Família, da Rede Globo, a carioca Adriana Falcão
fez sua primeira incursão na literatura infantil no ano passado
com o livro Mania de Explicação uma criativa
coletânea de frases que procuram explicar os sentimentos e emoções
para as crianças. Agora, volta a se dirigir a esse público
em Luna Clara & Apolo Onze, que conta a saga romântica
dos personagens do título, habitantes de um mundo fictício
(que lembra, no entanto, o Brasil). É um belo trabalho tanto
mais porque Adriana escolhe um caminho nada ortodoxo para falar à
garotada. O livro, bastante longo, valoriza mais o texto que as ilustrações.
E bebe na fonte da literatura fantástica de autores como o colombiano
Gabriel García Márquez.
O
Nobre Senhor Kingsblood, de Sinclair Lewis (tradução
de Juliana Borges; Germinal; 335 páginas; 39 reais) Muito
popular no começo do século XX, Lewis foi o primeiro americano
a conquistar o Nobel de Literatura, em 1930. A crítica o considera
um mestre da "sátira otimista" alguém capaz de ridicularizar
ferozmente seu país, mas sem cair na amargura. Seu romance mais
importante é Babbitt, retrato do típico homem de
negócios americano, mas esse lançamento também pertence
à sua "estante básica". Conta a história do esnobe
Neil Kingsblood, que adora pensar que descende dos reis da Inglaterra.
Por hobby, ele decide traçar sua genealogia e o choque não
poderia ser maior quando descobre um homem negro entre seus antepassados.
O livro ficou pronto em 1947, quatro anos antes de seu autor morrer, vítima
do alcoolismo.
DISCOS
Motown
Salutes Bacharach, vários artistas (Universal) Na
música pop americana, existem poucas "instituições"
comparáveis à gravadora Motown e ao compositor Burt Bacharach.
A primeira produziu o que há de melhor na música negra,
de Marvin Gaye ao grupo Jackson Five. O segundo, em dupla com o letrista
Hal David, criou algumas das maiores pérolas do cancioneiro popular
nas últimas décadas. Essa compilação reúne
dezoito versões de músicas de Bacharach cantadas por artistas
da Motown em sua época áurea, nos anos 60 e 70. São
faixas do fundo do baú, como a clássica versão de
The Look of Love interpretada pela cantora soul Gladys Knight,
ao lado do grupo The Pips. No cardápio há ainda duas canções
na voz de Stevie Wonder (Alfie e A House Is Not a Home).
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| Aerosmith:
rock puro há três décadas |
O,
Yeah!, Aerosmith (Sony Music) A trajetória da banda
americana Aerosmith é curiosa. No início da carreira, nos
anos 70, eles eram considerados artistas do segundo escalão, quando
comparados a concorrentes muito mais exuberantes, como o Led Zeppelin.
Na atualidade, o conjunto praticamente não enfrenta concorrência
em sua área: ninguém no mercado, afinal de contas, ainda
faz rock puro e energético como eles. Essa antologia dupla, com
33 faixas, é uma boa forma de conhecer a trajetória do grupo
liderado pelo vocalista Steven Tyler e pelo guitarrista Joe Perry. Se
há um fato que impressiona no disco é que suas gravações
antigas, como os sucessos Dream On (1973) e Walk This Way (1975),
não envelheceram nada na comparação com as mais recentes.
Divulgação
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| Beck:
seu melhor
disco |
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Sea
Change, Beck (Universal) O compositor americano Beck Hansen
afirma ter criado o repertório de seu oitavo disco depois de levar
um fora da namorada. É preciso erguer uma estátua para sua
ex. Trata-se do melhor trabalho já produzido por Beck em quase
uma década de carreira. Conhecido por misturar hip hop e até
música brasileira em discos bem-humorados e dançantes, o
rapaz revela aqui uma outra face. Os títulos de algumas canções,
como Lost Cause ("causa perdida") e Already Dead ("já
morto"), dão a dica. É música de fossa, sim, mas
não se assuste: longe de ser deprê, Sea Change é
uma inspirada homenagem à psicodelia consagrada nos anos 70 por
artistas como Nick Drake e Syd Barrett. "São apenas lágrimas
que choro / É apenas você que estou perdendo / Acho que estou
bem", canta Beck numa faixa. Ouça
a faixa Guess I'm Doing Fine.
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