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Ele
quer mais
Bilionário vai disputar a
prefeitura
de Nova York
Raul Junior
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| Bloomberg:
disposto a abrir mão do salário |
O que dar a um homem que tem tudo? Aos 59 anos, Michael Bloomberg, o bilionário
barão da mídia e das finanças americanas, quer a
prefeitura de Nova York. Ele decidiu-se por disputar a sucessão
do prefeito Rudolph Giuliani depois de concluir que outros cargos preferidos
estão fora de alcance. Os descartados são, pela ordem: presidente
dos Estados Unidos, secretário-geral das Nações Unidas
e presidente do Banco Mundial. Bloomberg diz que a cidade só terá
vantagens se ele ganhar a eleição de novembro, pois pretende
abrir mão do salário anual de 195.000 dólares e trabalhar
pela quantia simbólica de 1 dólar. Dono de uma fortuna avaliada
em 4 bilhões de dólares, está disposto a gastar 20
milhões do próprio bolso na campanha, uma das vantagens,
como diz, de ser um homem rico. "Os outros candidatos precisam levantar
fundos", ironiza. Ele já mostrou que não medirá esforços
para ganhar a eleição. Depois de passar anos doando milhões
de dólares para as campanhas democratas, assinou a filiação
no Partido Republicano porque achou que seria mais fácil sair candidato
pelos republicanos.
O
que move Bloomberg é um ego gigantesco. Aliás, esse é
o cerne da história que pretende contar aos eleitores: a do menino
pobre que fez fortuna com o próprio esforço. Não
terá dificuldade alguma para vender essa ou qualquer outra versão,
pois dispõe de suas revistas, estação de rádio
e de um conceituado serviço noticioso para a divulgação.
A maior, mais rica e badalada cidade americana já viu outros candidatos
inusitados. O polêmico escritor Norman Mailer, por exemplo, foi
bem votado nos anos 60. Com Bloomberg a história é mais
séria. Talvez ele seja mesmo o candidato perfeito numa cidade em
que os ricaços e os políticos recebem tratamento e se comportam
como celebridades do show business.
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