Edição 1 634 -2/2/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Veja recomenda

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

O congelamento da internet

O Ibope (www.ibope.com.br) divulgou na sexta-feira passada a quinta pesquisa sobre o uso da internet no país. A boa notícia: as pessoas estão comprando mais on-line e passando mais horas navegando. A má notícia: o universo de internautas brasileiros estacionou nos 3,3 milhões do último estudo, feito em junho do ano passado nas nove maiores regiões metropolitanas do país. Só 9% das residências têm telefone e computador. A infra-estrutura telefônica continua sendo um dos problemas para a expansão da rede. Apenas 50% dos domicílios têm linha instalada e somente 28% têm computador, mas a combinação desses dois universos poderá devolver à internet as condições necessárias para a retomada de seu crescimento.

Ingressos a jato de tinta

Muitas empresas vendem ingressos para espetáculos, shows e até jogos de futebol pela rede. O cliente acessa o endereço, paga e recebe tudo em casa. A Ticketmaster (www.ticketmaster.com) está oferecendo a oportunidade de compra de entradas e a impressão com segurança no equipamento de casa. No Brasil, a novidade deve demorar a chegar, mas o empresário Jack London, criador do site de leilões Valeu (www.valeu.com.br), vai lançar ainda neste semestre um serviço de venda de ingressos para quem mora em São Paulo e no Rio de Janeiro. O site terá resenhas dos espetáculos produzidos e dicas sobre os artistas que estarão em cima do palco.

 

Estou em 000274@skim.com

A internet também tem seu lado fashion. Uma empresa suíça lançou um serviço de correio eletrônico (www.skim.com) para quem evita chamar a atenção ou ser paquerado enquanto faz compras no supermercado ou espera na fila do cinema. Após um desembolso de 200 reais, os tímidos ganham bolsa ou pochete com um número bem destacado que pode ser visto a alguns metros de distância. Dessa forma, qualquer pessoa mais reservada pode sair na rua e testar sua popularidade diante dos olhares curiosos sem o medo de ser perturbada. A comunicação é feita sem troca de olhares. O interessado precisa apenas mandar um e-mail para o número acrescido do símbolo da arroba mais a terminação skim.com.

 

Das bactérias aos vírus

A imagem engana, mas ela é uma representação gráfica do vírus da herpes, que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Dados sobre essa doença e outros temas relacionados à biologia estão bem distribuídos no endereço www.biomania.com.br. O site pode ser bastante útil para quem procura informação de qualidade na rede. Com aprovação de educadores da Escola do Futuro (www.futuro.usp.br), é bastante ilustrativo e bem dividido por temas. E um bom exemplo é a história das bactérias. Professores também ganham tempo com uma pesquisa para suas aulas. Os visitantes podem avaliar seus conhecimentos sobre ecologia, genética e reprodução humana por um teste rápido no endereço.

 

A parede pode ficar bonita

Claudio Rossi
O endereço www.rockonline.com.br já foi ponto de encontro dos metaleiros que passeavam pela rede, mas melhorou seu conteúdo e está mais atraente aos que gostam do tema. Uma boa dica são as páginas dos maiores festivais de rock do mundo e os endereços das principais bandas do país e do planeta. Aos interessados em ter pendurada na parede uma foto de seu ídolo, o fotógrafo americano Jim Marshall (www.marshallphoto.com), que passou a maior parte da carreira fotografando gente como Janis Joplin e Jimi Hendrix, vende reproduções de seus trabalhos. O preço é proporcional à fama do fotógrafo, que pode cobrar até 5.000 reais por uma foto ou 30.000 por um conjunto de dez fotos.

 

 

O Yahoo! lançou na semana passada sua agenda em português (agenda.yahoo.com.br). Com esse novo serviço, o usuário recebe lembretes pelo correio eletrônico ou informações sobre os compromissos. A agenda é um serviço gratuito e chega para enfrentar concorrentes já existentes, como O Elefante (www.elefante.com.br), um dos primeiros do gênero no Brasil.

 

Gratuito, o programa n2g (www.net2gether.com) permite que um grupo de pessoas navegue simultaneamente pela rede visitando os mesmos endereços. Da brincadeira só participa quem o usuário permitir após um cadastramento prévio. A empresa espera atingir 1 milhão de cópias no primeiro ano de distribuição.

 

Para os escritores que estão começando na atividade, o endereço www.hotbook.com.br estará oferecendo obras pela internet de autores desconhecidos. O mesmo que pretende fazer a Biblioteca Nacional (www.bn.br), que está colocando na rede livros como O Alienista, de Machado de Assis, e arquivos musicais de artistas brasileiros, como Villa-Lobos.

 

Proposta aceita na hora

Halfway era um lugarejo de 360 habitantes perdido entre as montanhas do Oregon, nos Estados Unidos. Já foi a metade do caminho das caravanas que seguiam para desbravar o Oeste americano. Agora, a cidadezinha resolveu avançar no tempo e entrar no mundo virtual. Após aceitar a proposta de uma empresa de comércio eletrônico (www.half.com), Halfway deixou de existir no mapa americano e em seu lugar nasceu Half.com, a primeira cidade da internet onde os moradores são conhecidos pelo primeiro nome seguido do símbolo @, que caracteriza o correio eletrônico. Em troca, Half.com vai ganhar da companhia uma ampla publicidade de seu potencial turístico e ainda computadores para suas escolas. A repercussão da transformação foi tão positiva que os halfianos.com esperam mais pelo seu gesto. Querem agora parte das ações que a empresa irá negociar após a abertura de seu capital na bolsa de valores.

 

 

 

Editado por Manoel Fernandes
e-mail: hipertexto@abril.com.br