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"Não existe
um momento certo para iniciar a vida sexual. Existe
o poder de escolha de cada um. Não basta fazer, tem
de querer fazer."
Edith
Melo
Belo
Horizonte, MG
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Sexo
Tenho 18 anos e ainda não comecei a minha vida sexual.
Acho que essa questão de transar ou não vai da consciência
de cada um. Pai nenhum deve "segurar" os filhos,
pois uma pessoa de 15 anos já tem responsabilidade suficiente
para saber o que é errado ou não ("Os pais estão confusos",
26 de janeiro).
Paula Rachel Monteiro
Brasília, DF
Acredito que os pais deveriam ler mais a Bíblia
e aprender que não devemos perder a virgindade antes do
casamento e que devemos ter apenas um parceiro. Se não fosse
assim, Deus não teria criado apenas uma mulher para Adão,
e vice-versa.
Simone Moraes C. da Silva
Belo Horizonte, MG
A reportagem retrata com fidelidade o que há de novo nesse
intrigante comportamento dos jovens e na relação, nem sempre
calma, com os pais. Contudo, por mais paradoxal que seja,
a explicação segundo a qual os pais de hoje, que formaram
a geração liberal dos anos 60 e 70, não se sentem muito
à vontade com a iniciação sexual dos filhos talvez se ancore
no fato de que agora estão sentindo na pele o peso da responsabilidade
e do cuidado com os descendentes, sentimento que lhes faltava
naquelas décadas.
Aldo Angelim Dias
aad@secrel.com.br
Fortaleza, CE
Trabalho
O Estado do Paraná há cinco anos vem promovendo o retorno
de crianças em situação de rua e do trabalho e prostituição
infantil aos bancos escolares. Trata-se do programa Da Rua
para a Escola, que já levou para os bancos escolares 70.000
crianças e adolescentes de 392 dos 399 municípios paranaenses.
A contrapartida é uma cesta básica de alimentos para a família,
que se compromete a manter a criança na escola, com freqüência
e aproveitamento. Esse programa recebeu o prêmio Criança
e Paz, do Unicef ("Em busca do tempo perdido",
19 de janeiro).
Fani Lerner
Secretária de Estado da Criança e Assuntos da Família
Curitiba, PR
Internet
Muito providencial a reportagem "A segunda onda da
internet grátis" (26 de janeiro). Agora, com a entrada
do Terra/ ZAZ, a briga ficou muito mais interessante. Em
termos de hospedagem gratuita em português, o Catar! (http://www.
catar.com.br) ainda não tem concorrentes (que eu saiba).
Eu mesmo tenho uma home page hospedada pelo Catar!, o serviço
é ótimo. Com o acesso à internet também gratuito, não nos
falta mais nada. Quem sai ganhando somos nós, os internautas.
Já estava na hora.
Otton Moura
otton@tecplus.com.br
Belém, PA
BNDES
A edição de 19 de janeiro de VEJA se referiu ao Instituto
de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, Iedi, como:
"Uma confraria de grandes empresários nacionais, muito
organizados e especializados em arrancar benefícios públicos".
O Iedi debate idéias e realiza pesquisas profundas, com
forte apoio do meio acadêmico, sobre tendências econômicas
no Brasil e em outros países. Nunca vinculou suas idéias
ao interesse particular de um setor, empresa e/ou ou empresário,
e jamais se especializou em arrancar benefícios públicos.
Por meio de recente pesquisa em doze países, que reúnem
80% do PIB mundial, mostrou que não há experiência de nação
que ascendeu à condição superior de desenvolvimento sem
correspondente expressão de suas empresas nacionais. Defende
o desenvolvimento da empresa nacional, o que não é sinônimo
de restrição ao capital estrangeiro, muito menos de favorecimento
espúrio a grupos de empresas brasileiras. Busca caminhos
e alternativas para promover a equalização de oportunidades
entre congêneres estrangeiras e brasileiras, sobretudo no
acesso à tecnologia e ao capital. Por tudo isso, defende
com vigor o direcionamento dos recursos da única fonte de
capital de longo prazo existente no Brasil, que é o BNDES,
com decidida prioridade para o fortalecimento da empresa
nacional. Com esses esforços espera gerar ambiente mais
propício para o desenvolvimento do espírito empresarial
brasileiro e a criação de oportunidades para empreendedores
novos ou já em atividade ("O grito de Calabi",
19 de janeiro).
Eugênio Emílio Staub
Presidente do conselho do Iedi
São Paulo, SP
Filhos
Sobre a reportagem "E viva a diferença!" (19
de janeiro), sou uma das psicólogas que integram a equipe
de saúde da unidade de terapia intensiva neonatal, a Unineo,
localizada na Casa de Saúde e Maternidade Santa Fé, e não
chefe do serviço.
Gláucia Rezende Tavares
Belo Horizonte, MG
Aventura
Muito me surpreendeu ter sido retratado na reportagem "Escalada
da fama" (19 de janeiro) como capaz de jogar com o
nascimento de um filho para tirar dinheiro de empresas em
forma de patrocínio. VEJA já havia sido informada de que
eu nunca havia pedido dinheiro à Blue Life. Na carta enviada
à empresa, relatei a pretensão de viajar pelo mundo a bordo
de meu veleiro e levantei a possibilidade de ser mantido
no quadro de associados isento da mensalidade. A proposta
de arcar com o custo da reforma do barco partiu do presidente
da empresa. Nosso projeto é mostrar que não é necessário
patrocínio para realizar sonhos e viajar pelo mundo.
Walter Garcia
São Paulo, SP
Sociedade
Sob o pretexto de fazer uma reportagem sobre os livros
aos quais tenho me dedicado a escrever nesses últimos três
anos, a revista aproveitou-se da oportunidade para escrever
sobre a minha vida pessoal, assunto para o qual ela não
foi convidada nem autorizada. Somente aceitei e atendi os
repórteres depois de muita insistência, inclusive a pedido
de terceiros, porque o assunto seria sobre os livros. A
equipe da revista aproveitou a educada acolhida para se
informar sobre quantos prédios eu tenho, quantos metros
quadrados tem o apartamento de minha esposa, quantos funcionários
trabalham na firma etc. Acresce-se a esse fato que, não
sendo eu pessoa pública e por não ser a minha vida e os
meus negócios o motivo da reportagem, a fonte na qual a
revista se inspirou, sem que me fizesse consulta alguma,
não era fidedigna, o que propiciou a publicação de uma série
de inverdades, mesquinharias e constrangimentos, completamente
dispensáveis. As caçadas do livro Caçarias ocorreram
há quase vinte anos, época na qual eu não tinha de dar satisfações
a ninguém. Ainda com relação ao livro, parece-me que a equipe
não se interessou em entender bem o sentido das narrações
ali descritas, concentrando-se principalmente no problema
da mutilação de mulheres muçulmanas na África, o que aliás
já é de conhecimento da grande maioria dos leitores. As
descrições dos locais em que ocorreram as caçadas, das condições
de vida das populações e da necessidade até do equilíbrio
ecológico, pela eliminação de alguns animais, principalmente
na África e no Alasca, e o sentido comercial, principalmente
na Europa, não foram captados pela equipe, de vez que na
reportagem não há nenhuma referência ao assunto. Sobre a
longa narrativa da minha vida financeira, diversas vezes
repetida, não tenho a menor intenção, se for possível, de
terminar os meus dias devendo a ninguém. Continuo trabalhando
em meus projetos. A Rua Mayrink Veiga e a Casa Mayrink Veiga
S.A., junto com os botequins, estão no mesmo lugar há muito
e muito tempo e continuarão por muito tempo ainda, mesmo
depois que esta revista não for mais lembrada ("Outono
do caçador", 19 de janeiro).
Antonio Alfredo Mayrink Veiga
Rio de Janeiro, RJ
João Figueiredo
Seria engraçadíssima a entrevista do falecido ex-presidente
João Figueiredo se ele não tivesse sido presidente do Brasil.
Um presidente ilegítimo, o quinto ditador dentro de um regime
de vinte anos de vergonha na nossa História. O general Figueiredo
chamou nosso pai, Vinicius de Moraes, de vagabundo e insinuou
que Tom Jobim era covarde. Insinuar que era covarde um dos
maiores compositores do século XX não é digno nem de um
cavalariço. Quanto a Vinicius, poeta, cronista, crítico
de cinema, dramaturgo, roteirista de cinema, letrista da
maioria dos compositores de uma geração brilhante, teve
muitos anos de trabalho como diplomata de carreira, na qual
entrou por concurso isso é ser vagabundo? ("Mortos
não falam?", 12 de janeiro.)
Susana, Pedro, Georgiana, Luciana e Maria
de Moraes
Rio de Janeiro, RJ
Música
O delicioso texto de José Ramos Tinhorão sobre João Gilberto
e a bossa nova é dessas peças incontestáveis. Ao analisar
um detalhe a música ele traça um perfil acabado de
uma geração de brasileiros. Mostra com rara "sacação"
a influência da cultura americana sobre os jovens brasileiros
que hoje são balzaquianos ou cinqüentões ("A águia
e os urubus", 19 de janeiro).
Umberto de Campos
Joinville, SC
Congresso
Sobre a reportagem "As pedras no sapato do Brasil"
(22 de dezembro), gostaria de esclarecer que o TRF da 4ª
Região foi instalado em 1989, tendo em tal ano recebido
na distribuição 16.709 processos.
Em 1994, o tribunal teve o número de juízes aumentado de
catorze para 23. Em 1999, foram distribuídos 142.069 processos. Isso significa que, no período de dez anos,
houve um incremento correspondente a 750%. Obviamente, o
inchaço refletiu-se em todos os setores, exigindo espaço
físico adequado para prestação jurisdicional. O resultado
é que hoje o tribunal exerce suas atividades em seis locais,
forçando uma despesa mensal de locação correspondente a
aproximadamente 130 000 reais. Para o ano 2000, o custo
estimado é de cerca de 1,6 milhão. A obra projetada atende
às necessidades, está em andamento e o que é mais importante
está orçada em preço de mercado, ou seja, 442 reais por
metro quadrado. O custo total da obra, incluindo a automação
(elevadores, redes lógica e telefônica etc.), é de 808 reais
por metro quadrado, também adequado aos padrões de mercado.
O TRF da 4ª Região exerce suas atividades com discrição,
dentro dos padrões de moralidade exigíveis do serviço público.
O primeiro Regimento Interno, elaborado em 1989, já proibia
o nepotismo, jamais exigiu qualquer ambiente suntuoso, e
os automóveis dos juízes são os adquiridos em 1989, quando
não havia vedação da LDO.
Juiz Fábio Bittencourt da Rosa
Presidente do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região
Porto Alegre, RS




CORREÇÕES: No ensaio "Notas
para um dicionário brasileiro de política" (26 de janeiro),
foi mencionada a "origem árabe" do ex-presidente
do Banco Central Ibrahim Eris, que na verdade tem origem
turca. Roberto Pompeu de Toledo lamenta o equívoco.
O Projeto Meio Ambiente e Cidadania, que desenvolve ação
para retirar as crianças do lixão e devolvê-las às salas
de aula, é coordenado em Olinda pela prefeitura local em
colaboração com o governo do Estado e as organizações Creche
Sal da Terra e Ceas-Urbano-Centro de Estudos e Assistência
Social, com apoio técnico e financeiro do Unicef ("Em
busca do tempo perdido", 19 de janeiro).
Diferentemente do que foi publicado na seção Contexto
("A era da velocidade", 22 de dezembro), o ano
zero não existe no calendário gregoriano em vigor.