O olhar feminino na política
Fotos: Ana Araújo, Ricardo Stuckert
e Oscar Cabral
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Roseana Sarney, Marta Suplicy e Benedita da Silva:
os eleitores vêem nas mulheres firmeza e competência
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A pouco menos de três anos da eleição
do novo presidente, um grupo de mulheres políticas
está antecipando o debate da sucessão. Nas
eleições deste ano, candidatas disputam as
prefeituras de oito capitais incluindo-se aí
as duas maiores, São Paulo e Rio de Janeiro, onde
Marta Suplicy e Benedita da Silva são nomes fortes.
Pelo humor do eleitorado, as mulheres podem ir bem mais
longe. Numa pesquisa divulgada na semana passada pelo instituto
Vox Populi, três de cada quatro entrevistados afirmam
que votariam numa candidata a presidente da República.
No mesmo levantamento, perguntou-se qual a diferença
entre governantes homens e mulheres. Elas foram consideradas
mais confiáveis, mais honestas, competentes, firmes,
capazes e responsáveis. É um avanço
incontestável para um país no qual as mulheres
conquistaram tarde o direito de voto e sempre foram minoria
no parlamento e em postos executivos.
Para traçar o perfil da personagem mais visível
deste processo, a governadora do Maranhão, Roseana
Sarney, VEJA destacou o editor Thomas Traumann. Ele passou
três semanas viajando entre São Luís
e Brasília para conversar com políticos, sociólogos,
amigos e adversários políticos da família
Sarney. Acompanhou a rotina da governadora por três
dias, recolhendo material para escrever as seis páginas
da reportagem que se inicia na página 38. Roseana
tem hoje índices que variam entre 8% e 9% das intenções
de voto para presidente um patamar acima dos candidatos
tucanos. Eleições presidenciais se decidem
bem mais tarde no calendário eleitoral, mas o fenômeno
da valorização feminina na disputa já
merece registro. É a primeira vez na história
republicana que uma mulher surge com chances de disputar
para valer uma eleição ao mais alto cargo
do país.