Lauro Jardim
GOVERNO
A solução do salário mínimo
Está
no colo da Receita Federal o seguinte abacaxi a ser descascado:
a forma de financiamento do salário mínimo de 180
reais, via alteração no imposto de renda. A solução
é parecida com a que foi divulgada na semana passada pelo
presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas há diferenças
capitais ainda não reveladas.
Fogo alto
Nas últimas semanas tem subido a temperatura das divergências
na cúpula do Banco do Brasil.
CIGARROS
Apagando
a
fumaça
Ninguém
pareceu perceber, mas o recrudescimento da luta contra o cigarro
no mundo já tem o Brasil como um dos comandantes. Primeiro,
o embaixador Celso Amorim foi eleito para presidir o órgão
que negociará toda a Convenção para o Controle
do Tabaco, da Organização Mundial de Saúde
(OMS). Agora, a diretora do Instituto Nacional do Câncer,
Vera Costa e Silva, foi escolhida para chefiar o departamento
de luta antitabagista da OMS. Pela primeira vez na história
dos organismos internacionais, os dois postos mais importantes
de um mesmo tema são entregues a personalidades de um único
país.
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Cofres
fechados
Ana Araujo

Malan: ministros de
cara amarrada
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O
prestígio de Pedro Malan com FHC continua alto. Mas
é prudente Malan não se aproximar muito de
boa parte de seus colegas de ministério. Eles andam
uma arara com o ministro. O motivo não poderia ser
outro: dinheiro. Malan não liberou a suplementação
orçamentária de diversos ministérios
uma verba que já tivera o o.k. de FHC e a
aprovação do Congresso. Com isso, ministros
garantem que diversos órgãos do governo já
estariam a ponto de paralisar suas atividades. Para o Ministério
do Meio Ambiente, que teria direito a uma suplementação
de 100 milhões de reais, falta pingar ainda muito
dinheiro. Na Justiça e na Saúde, a situação
é parecida. Nesta semana, os ouvidos de FHC vão
ficar inchados de tanto ouvir reclamação de
seus ministros.
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ECONOMIA
Dois destinos I
O Bradesco acaba de mandar para casa toda a diretoria do recém-comprado
Banco Boavista. Neste bolo, foi destituído também
Ricardo Espírito Santo. Ele integra a família dona
de um banco que ainda é acionista forte do Boavista
o português Espírito Santo. Curiosa foi a explicação
para a demissão, dada a ele por um alto diretor do Bradesco,
numa reunião relâmpago: "Este é um banco de
bancários, e você é banqueiro. É melhor
sair, porque nós nem saberíamos como tratá-lo
aqui".
Dois
destinos II
Já Roberto do Valle, que deixou a presidência do
Boavista, no qual ficou apenas um ano, botou no bolso 2 milhões
de reais, a título de indenização.
Início
de namoro
O suíço UBS Warburg e o banco Fator estão
conversando.
Passivo
oculto
O
Bradesco vai entrar com garras e dentes afiados no leilão
do Banespa é uma questão de mercado. Mas,
assim como o Itaú, está morto de medo dos esqueletos
que repousam nos armários do banco estadual paulista.
FUTEBOL
Concentração de
luxo
Angra
dos Reis sempre foi o paraíso de banqueiros, socialites
e endinheirados em geral. Agora, quem anda se esbaldando no balneário
é a turma do futebol. Só no condomínio Caieirinha,
quatro estrelas que giram em torno do mundo da bola ergueram suas
casas: a dupla Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, empresários
do craque Ronaldinho, o técnico Carlos Alberto Parreira
e o deputado-cartola Eurico Miranda.
Contas
abertas
Está
praticamente certo: nesta semana a CPI do Futebol quebrará
os sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente
da CBF, Ricardo Teixeira, o cartola número 1 do Brasil.
SOCIEDADE
A
dor de cabeça do casamento
Sempre
se disse que o casamento é uma eterna dor de cabeça.
Por incrível que pareça, uma pesquisa acaba de comprovar
essa percepção. Um levantamento nacional do Ibope/Kantar
sobre os hábitos de consumo no Brasil revela que o número
de consumidores de remédios para dor de cabeça entre
os casados é, proporcionalmente, nove vezes maior que o
dos separados. Será que se descobriu, enfim, a solução
para o fim da enxaqueca?
A
capital da enxaqueca
A mesma pesquisa reforça um lugar-comum sobre os males
das metrópoles. O paulistano toma, proporcionalmente, sete
vezes mais remédio para dor de cabeça do que quem
vive em Salvador. Mas não se pense que praia, mar e brisa
são o bastante: o carioca consome cinco vezes mais esse
tipo de medicamento que o salvadorense.
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Mais
confusões no horizonte
Regis Filho

Wagner
Canhedo: novo inquérito
à vista
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Quanto mais se penetra nas entranhas da Vasp, mais se descobrem
coisas do arco-da-velha. Todas com um pé na irregularidade.
O Ministério Público Federal apurou que os
uniformes dos tripulantes da empresa de Wagner Canhedo são
fabricados a preços de grife chique
pela Polifábrica, uma empresa de.... (adivinhe?)
Wagner Canhedo e seus dois filhos. Estaria tudo perfeito
se a Vasp não fosse uma companhia aberta e, portanto,
sujeita às regras das sociedades anônimas.
Por causa dessa relação muito especial entre
a Vasp e a Polifábrica, Canhedo é passível
de inquérito administrativo na Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) sob a acusação
de abuso de poder de controle.
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MEIO
AMBIENTE
Apontar,
atirar... fogo!
O Ibama estuda a liberação da caça ao jacaré
na Amazônia. Antes que alguma sociedade protetora dos animais
levante seus megafones, um aviso: há jacarés em
excesso na região, causando desequilíbrio na fauna.
CASSINOS
Índio
quer roleta?
Os caciques Aritana e Afukaka, representantes de tribos do Alto
Xingu, deram uma circulada neste mês pelos Estados Unidos.
Foram fazer contatos com as comunidades indígenas de lá.
Até aí, nada de mais. Mas o que dizer da dupla de
silvícolas fazendo uma fezinha no pano verde? Sim, um dos
lugares que mais encheram os olhos dos visitantes foi, quem diria,
o Foxwoods, um cassino explorado por índios americanos.
Pelo visto, espera-se para breve a adesão dos grupos indígenas
brasileiros à campanha para a liberação do
jogo.
INTERNET
Com
um pedaço maior
A
Telemar está negociando um aumento de sua participação
no iG, que hoje é de 17%. O negócio deve ser anunciado
em novembro.