Só dá
ele
O
fim do quadro da banheira
não tira o humor de Gugu
Ricardo
Valladares
Cida Souza
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| Gugu
Liberato: arroz, feijão e ketchup no cardápio |
Gugu Liberato está rindo à toa. "Eu nunca tive tanta
audiência nem ganhei tanto dinheiro como hoje em dia", diz
o apresentador do SBT. E não se trata apenas de contar vantagem.
Há 22 semanas consecutivas, seu programa Domingo Legal
tem levado a melhor sobre o Domingão do Faustão,
da Rede Globo, na guerra pelos pontos do Ibope. Graças a
isso, o loiro conseguiu aumentar seu faturamento, que já
era grande, em quase 20%. No final de 1999, Gugu embolsava 3 milhões
de reais por mês. Agora, ultrapassou a barreira dos 3,5 milhões.
É de longe a figura mais bem remunerada da televisão
brasileira. O salário de 150.000
reais que a rede de Silvio Santos lhe paga é só a
ponta do iceberg. O grosso de seus rendimentos vem de várias
formas de merchandising. Ele tem, por exemplo, o direito de vender
dezesseis minutos da programação dominical do SBT
da maneira que bem entender. Cada inserção de trinta
segundos sai por 300.000 reais, embora
raramente esse preço seja mantido. "É muito difícil,
eu tenho de dar desconto", choraminga o apresentador.
Nem
mesmo a decisão do Ministério da Justiça, anunciada
na terça-feira passada, de retirar o quadro Banheira do Gugu
do horário em que era exibido atrapalhou o seu bom humor.
O quadro mostra homens e mulheres seminus brigando por um sabonete.
Considerado impróprio para menores de 14 anos, ele agora
terá de ir ao ar depois das 21 horas. Ou seja, após
o término do Domingo Legal. O SBT ainda estuda recorrer
da medida, mas o fato é que a infame banheira já não
tem a mesma importância. Atrizes e atores emergentes ainda
a consideram um meio de mostrar seu "talento". Os espectadores,
no entanto, andavam um tanto enjoados. Em vez de aumentar a audiência
média do programa de Gugu em 10 pontos, como nos velhos tempos,
a aparição dos pelados só tem rendido 2 pontos
a mais.
Por
trás das câmaras, Gugu quer expandir as atividades
da produtora GPM, que fundou em parceria com o caubói Beto
Carrero. Depois de criar a Escolinha do Barulho para a Rede
Record, ela agora investe no Fábrica 5, que vai ao
ar pela TV Gazeta. O bom tino de Gugu para os negócios mais
uma vez se fez sentir. Essa atração custa 50.000
reais por mês, mas fatura 440.000.
Para o próximo ano, estão nos planos a realização
de um programa rural e, principalmente, conquistar a concessão
de uma emissora de TV. Como se isso não bastasse, Gugu ainda
quer interferir na dieta dos brasileiros. "Vou emprestar meu nome
para alimentos", diz ele. "Acabam de ficar prontos o arroz e o feijão
do Gugu." Vai ter também ketchup. Tomara que sejam mais fáceis
de digerir do que seus programas.
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